Rio de Janeiro conquista 11º título em jogo emocionante contra Praia Clube, em Brasília

Time carioca é campeão após vencer por 3 sets a 1, no Ginásio Nilson Nelson lotado

Na véspera da convocação de José Roberto Guimarães para o Grand Prix – último compromisso da Seleção antes das Olimpíadas -, Rio de Janeiro e Praia Clube disputaram a final da Superliga feminina, na manhã deste domingo (3/4), no Ginásio Nilson Nelson. Zé Roberto não veio à Brasília acompanhar a decisão. Foi Paulo Coco, auxiliar dele na Seleção e técnico do Minas, quem assumiu a missão de ser os olhos do treinador na conquista do 11º título do time carioca por 3 sets a 1 (parciais de 25/18, 26/28, 28/26 e 28/26). O auxiliar assistiu a tudo da arquibancada, junto da equipe terceira colocada na competição, mas não adiantou nem sequer o número de atletas que serão chamadas para a Seleção: “A lista está com o Zé”.

Diante da tensão de uma final de Superliga, o Rio de Janeiro fez prevalecer a experiência. Quem assumiu a pressão do favoritismo da equipe que chegava à 14ª decisão, porém, conta com pouca idade para tamanha responsabilidade. Maior pontuadora do jogo com 21 pontos, a ponteira Gabi, 21 anos, justificou o por que é a grande candidata a se tornar a jogadora mais jovem da seleção que buscará o terceiro ouro olímpico nos Jogos do Rio-2016.

Debaixo de sol e acompanhados de ambulantes e muitos cambistas, torcedores enfrentavam filas para entrar no Nilson Nelson enquanto os times aqueciam em quadra. O fina, decidida em partida única, começou e as pessoas terminavam de ocupar os espaços que restavam do ginásio. No meio do primeiro set, quando o Rio de Janeiro já marcava 19 x 13, a arena candanga estava, enfim, lotada. Os últimos a entrarem perderam o bloqueio simples da ponteira Gabi, que fez o Rio crescer e disparar no placar. O melhor, no entanto, ainda estava por vir.

A primeira parcial, fechada em 25 x 18, dava sinais de que o Rio sairia vitorioso com relativa facilidade de mais um duelo contra o Praia Clube. Nesta temporada, os dois se enfrentaram cinco vezes, mas o representante mineiro conseguiu vencer apenas um set, perdendo todos os confrontos. Pois o restante da grande final, disputada em Brasília, foi completamente diferente da forma como iniciou.

O enredo parecia se repetir quando o Rio se preparava para conquistar o segundo set, ao abrir 23 x 21. Contudo, o time carioca deixou o Praia encostar. Embalado por uma torcida que vibrava de pé a essa altura do jogo, o Praia fechou em 28 x 26. Um barulho ensurdecedor tomou o ginásio.

A disputa seguiu acirrada. Depois foi a vez de o Rio tirar a diferença de um set que parecia perdido. Atrás quando o placar marcava 23 x 18, Bernardinho mudou a equipe e, como recompensa, assistiu ao Rio protagonizar uma reação impressionante, voltando a ficar na frente no jogo depois de terminar o set novamente por 28 x 26. A sensação da vitória escorria pelas mãos do Praia, que já não apresentava a mesma motivação na quarta e última parcial. A torcida de Uberlândia, então, acordou o time aos gritos de “eu acredito”. A vitória ficou novamente com o Rio, mas a disputa foi apertada. A partida foi fechada mais uma vez por 28 x 26.

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